quinta-feira, 4 de junho de 2015



NASCENTE 

Eis que depois de tanto,
As palavras voltam a se coordenarem com a mão
E o pincel, desliza sobre o alvo papel
Traduzindo o pensamento de um poeta adormecido.
Como antes, a noite amiga de sempre
Torna-se o berço maior
Onde a imaginação cresce tranquila...
O cotidiano da vida apaga-se
Para florescer a imagem lírica
Dessas palavras serenas de paz.
...Saudades de poesias antigas,
Do tempo que por menor que fosse
Era suficiente para que o amor fosse sentido
E consequentemente transcrito.
Nasce novamente um poeta adormecido no tempo sem limite!
O prazer de traduzir os pensamentos
Jamais morre dentro de um poeta,
Que mesmo sem tempo para expressar;
Chora e ri o amor imortal
Que é nato em seu ser.



 Valeska Cabral

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